Seção brasileira do Comitê por uma Internacional dos Trabalhadores

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Um novo período de lutas se abre no SEPE-RJ Imprimir E-mail
Luciano Barboza e Jane Barros, SEPE Nova Iguaçu - 07 de julho de 2009

Graças à mobilização dos profissionais da educação, o prefeito Eduardo Paes não conseguiu aprovar o texto original do projeto 02/2009 de privatização da educação municipal na íntegra. Este projeto previa a criação das Organizações Sociais (OS) para gerir diversos setores da administração pública municipal, entre elas a educação, a saúde, o meio ambiente e a cultura.

A pressão junto à Câmara dos Vereadores acabou acarretando a criação de um substitutivo ao projeto original, que excluía a educação e a saúde. No dia 29/04, o substitutivo entrou em pauta, com a Câmara repleta de servidores, e foi rejeitado pela maioria de vereadores a favor da privatização. Mas, na mesma data, diante da pressão da categoria, alguns vereadores apresentaram emendas, minimizando os efeitos do projeto nos setores de saúde e educação.

O prefeito Eduardo Paes prevê três meses para a entrega da gestão de setores da educação (creches e reforço escolar), saúde, esportes (vilas olímpicas), cultura, meio ambiente e ciência e tecnologia às OS.

O SEPE (sindicato dos trabalhadores em educação) está com uma representação pronta para o Ministério Público Estadual, para que este entre com uma ação de inconstitucionalidade contra o projeto de lei 02/2009 aprovado. O SEPE pretende mostrar aos procuradores do MPE que o prefeito não pode abandonar simplesmente sua obrigação constitucional de oferecer educação pública e de qualidade para os cariocas.
 

Luta estadual

Cerca de 96 mil profissionais não recebem a gratificação Nova Escola (um abono de cerca de 300 reais). Cabral diz que vai incorporar a gratificação desde sua campanha em 2006, mas tudo indica que ele vai incorporar em junho de 2010, data limite para o Executivo enviar a proposta ao Legislativo, devido às regras eleitorais. Isso deve acontecer para Cabral tentar a reeleição para governador, contando com os votos dos profissionais da educação. Só a mobilização pode obrigar o Governo a fazer a incorporação já! Não podemos também deixar que Cabral utilize a incorporação como um trunfo eleitoral.
 

Eleições do SEPE

No ano em que completa 32 anos de luta, o SEPE realizou eleições para sua direção entre os dias 16 a 19 de junho. Percebemos a dificuldade que a última gestão teve para mobilizar a categoria para as lutas, o que expressa certo afastamento das demandas concretas da categoria. Também é verdade que a última gestão do ponto de vista político fez corretamente duras críticas ao projeto neoliberal de educação dos governos municipais e estadual, mantendo sua independência política perante estes governos. 

Disputaram as eleições duas chapas que apóiam governos (Chapa 2: CUT-PT e Chapa3: CUT-PT e CTB-PCdoB) e duas chapas de oposição aos governos (Chapa 1: MTL, C-SOL e Enlace e Chapa 4: APS, Coletivo Paulo Romão, LSR, PCB e PSTU.

Participamos da Chapa 4 por esta ter pautado de forma clara a necessidade da unidade dos trabalhadores para vencer as lutas. Ela se construiu em meio ao processo de reorganização sindical, defendendo a fusão entre Intersindical e Conlutas, o que potencializa o processo de formação de uma nova central independente de governos, comprometida com os trabalhadores.

O resultado das eleições garante uma maioria independente de governos, classista e de luta. Devemos superar as diferenças com a Chapa 1 e tentar construir em conjunto muitas lutas para melhorar a vida dos profissionais da educação. O dialogo agora é fundamental para construirmos também uma nova central sindical e popular que una os membros da Chapa 1 e da Chapa 4, ou seja, Conlutas e Intersindical, pois isso potencializara a luta contra os ataques de Sergio Cabral (PMDB), Eduardo Paes (PMDB) e Lindberg Farias (PT). 

Comentários
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Vanda  - indignação   |24-08-2009 13:26:49
Se essa proposta (incorporação do nova escola em seis anos) for aprovada, me recuso a continuar
filiada a um sindicato que luta contra os professores!
Difícil acreditar que nada fizeram até
agora!
Qual é? Primeiro deixa ser aprovada para depois protestar?
Será que existe alguém no
sepe que saiba fazer cálculos? Estão gostando da proposta? Sou trabalhadora ativa e ganho o meu
suado e pequeno salário DENTRO DA ESCOLA, sem cargos de confiança, sem 'políticagem
partidária'.
Meus protestos!
Marilania  - Desatualizados   |26-08-2009 14:45:17
Nunca sabemos o que o SEPE RJ faz para que o governo não enrole mais os profissionais da
Educação. Quase três anos de governo e não se divulga NADA de reuniões do sindicato com os
secretários de governo/ RJ.Nossa contribuição se faz e os resultados nenhum? Há muito o SEPE RJ
deixou de ser. Até quando vamos ficar com as decisões sem as respostas? O candidato Cabral os
procurou antes de se eleger e depois os recebeu?
Parece doce suas vidas, mas não sei como me
aposentar e esperar sete anos para receber essa ridícula proposta.
Já lutei demais! Parece que
acomodaram - se ou já têm projetos de novos cargos...
maria aparecida   |09-09-2009 06:37:32
como acreditar na educação como instrumento de transformação em uma sociedade, se os educadores
vivem miseravelmente? Estão sendo ameaçados, pressionados, totalizam 10, 12 horas de trabalho
diário para tentar comer, morar e quando têm sorte colocar os filhos para estudar em uma escola
particular(sim, porque a escola pública está sucateada!)
E o nosso sindicato, que parcela de
responsabilidade tem nessa triste realidade?
O governador Cabral está querendo nos condenar à
desmoralização pública e à condição de indigência. Até quando iremos resistir ao massacre?!
Rosangela de soasres Barbosa  - indignação   |10-09-2009 08:26:30
Safado esse nosso governador, perdi meu voto , mas com certezxa fiquei esperta, nem em sonho ganha
mais, kkkkkkkkk
carlos augusto vidal  - ´Sugestão   |10-09-2009 15:45:53
Amigo diretor do Sepe
Já que o Professor do Estado um dos cargos mais importante pode viver com um
Sálario Minimo,o Sergio Cabral(pinóquio), Delegados,Juízes, Desembargadores ,Coronéis da PM (que
são aos montões), fiscais,e toda sua Administração deve diminuir seu salário para ficar igual
ao do professor será que ele vão aceitar passar fome..
Sugestão temos que fiscalizar todo
destino da arrecadação do estado, tenho certeza que tem dinheiro sobrando para a valorização do
magistério que deveria ter um salário inicial de
R$ 2.500,00, correspondente a cinco
S.M.regional dentro do plano de carreira com 9 níveis,com 12% e triênios e mais um plano de Saúde
decente, vale transporte e vale alimentação e mais um financiamento para casa própria com juros
de 6% ao ano. Temos que fiscalizar toda a arrecadação do estado e para onde esta sendo destinada
toda esta arrecadação.
É lógico que outros funcionários do Estado tem ser valorizados a
Segurança, à Saúde e outros.
Francisco Carlos Schmidt  - Vaca de Presépio   |15-09-2009 06:51:04
O professorado é e sempre será uma "vaca de presépio". Fazem fracassadas greves, pois é
só o governo ameaçar com "corte de ponto", suspensão de salários e voltam todos para as
escolas com "o rabinho" entre as pernas repondo as aulas perdidas nas greves minoritária,
pois a grande maioria é amparada por familiares e qualquer "merreca" que o governo lhe dá
ficam satisfeitos. Medo dos alunos nem pensar, até eles são os primeiros a criticar o professor
que luta para sustentar a sua família pois acham que o professor e muito bem pago para aturá-los,
e ainda exigem um ensino de qualidade, com a qualidade do salário que recebem, dá do bom e do
melhor enquanto sua família mal tem o que comer. Os analfabetos que estão no poder não precisaram
de escola para escravizar o povo, só precisaram da "cara de pau" com promessas
"fajutas" que iludiram esses povo que acredita em "contos de fadas". Professores,
continuem assim esperando a "banda passar", que voces só receberão um salario digno no dia
em que se tornarem um politiqueiro, como esses que estão aí te fazendo de escravo também......
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