Seção brasileira do Comitê por uma Internacional dos Trabalhadores

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A luta dos servidores de Praia Grande - limites, acertos e os próximos passos Imprimir E-mail
Maurício de Oliveira Filho - 25 de abril de 2016

Os servidores de Praia Grande deram um exemplo de luta e fizeram uma mobilização histórica contra o governo tucano e o seu próprio sindicato dirigido pelos pelegos da Força Sindical.

Após o governo enviar para a Câmara de Vereadores uma proposta de “aumento” de 4% com o aval de Givanildo, o Gil, presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Praia Grande, a categoria foi em peso para a sede do sindicato (num shopping da cidade!), para protestar contra o golpe dado.

A partir daí o que se viu foi uma campanha contra a atual direção do sindicato, diretamente ligada à gestão municipal, cujo prefeito é Alberto Mourão (PSDB), e por um aumento de 12,5% - 1,5% de aumento real. Na verdade uma proposta rebaixada de vereadores da oposição. As perdas salariais da categoria nos últimos 10 anos se aproximam de 40%.

Infelizmente, tão logo se iniciou, a campanha foi “sequestrada” por esses vereadores ligados ao PT e PSD (ligado a Gilberto Kassab). A categoria, sem uma referência clara de direção, abraçou o “apoio” dos vereadores, um deles pré-candidato a prefeito da cidade.

Se por um lado, de fato, esses vereadores “apoiaram” os servidores, conseguindo carro de som, por exemplo, por outro serviram como um enorme freio da luta. Os servidores que chegaram a aprovar o início de uma greve, numa das asembleias, foram desencorajados pelos vereadores e pela Oposição Sindical (ligada à NCST - Nova Central) a encampar o movimento, pois a Assembleia havia sido invalidade pela justiça por não respeitar o estatuto do sindicato. Ora, mas se tratava de uma mobilização contra o sindicato!

Além disso, após este episódio, a principal bandeira passou a ser “convencer” o sindicato a convocar uma assembleia de acordo com seu estatuto. Ou seja, o movimento espontâneo que passou por cima de sua direção sindical, passou a reivindicar a participação dessa mesma direção, por influência da de vereadores oportunistas e da Oposição Sindical tão pelega quanto a direção.

Mesmo após a direção do sindicato ter agredido covardemente os servidores que ocuparam sua sede para exigir uma reunião, que mobilizou uma campanha de apoio do Comitê por uma Internacional dos Trabalhadores, com mensagens das vindas de trabalhadores e organizações da França, Áustria, Inglaterra, País de Gales, Irlanda, Venezuela, Cuba, Chile e outros, a principal reivindicação seguiu sendo a convocação de uma assembleia “oficial” do sindicato.

Evidentemente, diante de uma pauta tão rebaixada, da truculência da direção sindical e da morosidade da oposição, a mobilização chegou ao fim sem vitórias concretas.

Contudo, há uma vitória importante. Uma parcela dos servidores tiraram lições deste processo e perceberam que há a necessidade de se construir uma alternativa de luta, independente e classista na Praia Grande. A organização dos trabalhadores atingiu um novo patamar, e a partir de agora, as próximas lutas contarão com uma categoria mais organizada e preparada contra as promessas messiânicas de políticos profissionais (que já aproveitam para fazerem “pré”-campanha entre a categoria) e Oposições Sindicais que são réplicas de suas direções.

  • Por uma Oposição Sindical Alternativa, Classista e Independente!
  • Fora Gil! Fora Mourão!
  • Por reposição das perdas salariais históricas e por aumento real!
  • Por um plano de saúde gerido pelos trabalhadores!
  • Pelo fim dos cargos gratificados!
  • Pelo fim do assédio moral!

 

 
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