Seção brasileira do Comitê por uma Internacional dos Trabalhadores

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Sintest/RN apoia protesto dos terceirizados da UFRN Imprimir E-mail
Felipe Tavares de Araújo - 18 de janeiro de 2016

Na última sexta-feira, dia 15, o Sintest/RN esteve presente no ato realizado pelos terceirizados da empresa Safe, que presta serviços para a UFRN. Esses trabalhadores não receberam o salário de dezembro e receberam o 13º pagamento atrasado apenas depois de uma luta na Justiça e de protestos feitos na reitoria da universidade.

O grande medo dos terceirizados é que a Safe lhes dê um calote, tendo em vista que o contrato da empresa estava próximo de ser encerrado, o que aconteceria em fevereiro.

O Sintest, representante dos servidores, defendeu que UFRN tem a obrigação de cumprir o contrato, que prevê que o repasse da verba só poderá ser feito no mês seguinte se for comprovado que a empresa arcou com suas responsabilidades sociais no mês anterior, o que não vem acontecendo.

Dessa forma, juntamente com o sindicato dos terceirizados, foi marcado um ato na BR-101 para a próxima segunda-feira a fim de dar visibilidade ao problema.

Apesar de todas essas questões, circulam informações extra-oficiais de que o contrato entre a UFRN e a Safe foi renovado por mais seis meses. Isso deixou os trabalhadores bastante indignados e desconfiados do tipo de relação que há entre a instituição pública e a empresa privada.

Esse caso simboliza a promiscuidade que existe entre o serviço público e os lucros das empresas privadas, que oferecem más condições de trabalho, atrasam salários e ainda ameaçam aqueles que participam de paralisações e greves. Há diversas denúncias de assédio moral contra os encarregados da Safe, que ligam para os trabalhadores durante suas assembleias para ameaçá-los com a demissão.

Além disso, membros da administração central da universidade se esquivam de suas responsabilidades, alegando publicamente que o problema não é da universidade, que já repassou o dinheiro, mas da empresa.

A terceirização, portanto, é um forma de precarização que fragiliza os laços trabalhistas e possibilita que nenhum dos lados assuma as suas obrigações perante o trabalhador e a trabalhadora que já prestaram o seu serviço, mas que não receberam por ele.

O Sintest está atento a esse problema e promete estar ombro a ombro com os companheiros terceirizados até que essa situação se regularize. Receber o salário em dia é um direito do trabalhador! Estamos na luta!

 

 
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