Seção brasileira do Comitê por uma Internacional dos Trabalhadores

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Nota da LSR sobre a abertura do processo de impeachment contra Dilma Rousseff Imprimir E-mail
LSR - Liberdade, Socialismo e Revolução - 03 de dezembro de 2015

altÉ a tarefa do povo mobilizado derrotar o ajuste nas ruas e apresentar uma verdadeira alternativa a esse sistema político corrupto!

O corrupto e reacionário presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, deu abertura ao processo de impeachment contra a presidenta Dilma - não por uma preocupação democrática, mas como uma retaliação à decisão do PT de votar pela continuidade do processo contra ele no Comitê de Ética. Ele vem por meses usando o tema de impeachment como moeda de troca para salvar a própria pele.

Esse processo de impeachment não tem nenhum elemento progressivo e, por isso, não o apoiamos. O PMDB que supostamnte assumiria, via Michel Temer, aplicaria as mesmas medidas neoliberais. Éste processo é impulsionado por forças da direita para facilitar a implementação de mais ataques aos trabalhadores, para fazer com que nós paguemos pela crise, pela qual hoje já pagamos com desemprego, cortes de salários e nos programas sociais, além de ataques aos direitos de mulheres, negros e negras, pessoas LGBT e povos indígenas.

Esse congresso corrupto, composto por deputados e senadores eleitos em campanhas pagas por grandes empresas, não tem moral para depor sequer um síndico de prédio. Queremos derrotar a política de ajuste fiscal contra os trabalhadores que o governo Dilma implementa, mas também a dos tucanos, PMDBistas e de outros que implementam nos estados e municípios.

Essa tarefa cabe ao povo trabalhador mobilizado: sindicatos, movimentos sociais, estudantis, contra opressão – nas ruas, greves e ocupações. Não vamos abrir mão dessa luta em nome da rejeição às manobras de Cunha e defesa da “democracia”, como pretendem fazer a CUT, UNE e outras organizações governistas.

O Brasil passa por uma crise econômica e política histórica, que só agrava a crise social crônica. Nessa crise, vemos como diferentes partidos do poder, ao lutar entre si por uma parcela maior de poder, defendem o mesmo ajuste fiscal, jogando o peso da crise sobre as costas do povo trabalhador.

O PT, que se coloca como vítima, se elegeu com dinheiro de empreiteiras e bancos corruptos e se aliou com o que tem de pior da política brasileira, incluindo o próprio Cunha até pouco tempo atrás. O PT fala de defender a “democracia”, mas não teve nenhum problema em eleger a Dilma sob as bases de um estelionato eleitoral. Antes da eleição falava contra o ajuste para, dias após, implementar a mesma política que havia denunciado antes.

Nenhum dos grandes partidos, seja PT, PMDB ou PSDB, estão preparados para adotar medidas que realmente possam pôr um fim à crise econômica: um programa de grandes investimentos públicos em saúde, educação, moradia e transporte, financiado pela taxação pesada do lucro dos bancos, grandes empresas e grandes fortunas, junto com a suspensão do pagamento da dívida pública – tudo sob o controle dos trabalhadores e dos movimentos sociais. Assim seria possível fazer um plano de crescimento para combater a crise social, abolir o desemprego e garantir que a produção seja feita para satisfazer as necessidades do povo e em acordo com a preservação do meio ambiente, não para servir aos interesses de uma pequena elite e sua insaciável busca por lucro.

Uma verdadeira democracia só virá através dessa luta, contras as instituições podres que hoje só servem para defender os interesses de uma pequena minoria rica. Defendemos a construção de uma terceira alternativa, uma frente social e política, que apresente uma alternativa ao PT, PMDB e PSDB, baseada nessa luta contra o ajuste, unindo os partidos de esquerda e dos trabalhadores, PSOL, PSTU e PCB, junto com movimentos sociais combativos!

 
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