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Não há liberdade para as mulheres no Iraque Imprimir E-mail
Arne Johansson, do Partido da Justiça Socialista (CIO-Suécia) - 23 de março de 2005

As mulheres no Iraque vivem, segundo a Anistia Internacional, com um medo constante de ser agredidas. Dois anos depois da invasão dos EUA, há menos mulheres trabalhando e menos meninas estudando.

Sem trabalho, eletricidade e água, sofrendo violência constante e humilhação de soldados estadunidenses, são as mulheres que sofrem mais. E, como diz Widad Zaki, da Associação de Mulheres Iraquiana na Suécia, as eleições não alteram substancialmente a situação.

Os EUA tentam apresentar sua ocupação como sendo uma “oportunidade democrática”, apontando por exemplo para o fato de 31 por cento dos membros do parlamento iraquiano serem mulheres.

Mas as mulheres no Iraque enfrentam uma nova armadilha: uma nova constituição que dá o poder sobre as leis de famílias para clérigos reacionários. “Isso pode significar um novo retrocesso que é difícil alterar”, avisa Widad Zaki.

Os que mais insistem na introdução de leis religiosas da “Sharia”, especialmente com relação à família, são setores da aliança de xiitas que ganharam as eleições. Mas para obter a requerida maioria de dois terços para aprovar a constituição eles vão ter que fazer negociações com os curdos e os sunitas.

Widad Zaki teme que um acordo entre eles pode resultar numa situação parecida com a do Líbano, onde as leis de famílias seguem as regras de cada comunhão religiosa.

As interpretações sunitas serão mais reacionárias ainda que as xiitas. A própria Igreja Católica no Iraque proíbe o divórcio. “Uma lei civil pode ser alterada, mas uma lei controlada por um grupo religioso vai ser um inferno para mulheres e será difícil mudá-la” , ela diz.

A Anistia Internacional descreve em um relatório a situação precária das mulheres no Iraque. Só houve piora com a ocupação estadunidense.

“O aumento de assassinados, seqüestros e estupros que seguiu a queda do Saddam tem restringido a liberdade de ação das mulheres e a possibilidade de estudar e trabalhar. A falta geral de segurança tem forçado muitas mulheres a desaparecer do espaço público”, diz o relatório.

Apesar do regime ditatorial de Saddam, as mulheres no Iraque tiveram seus direitos fortalecidos entre os anos 60 e o começo dos anos 80, com acesso a educação, trabalho, assistência social etc.

Durante guerra prolongada contra Irã, muitas mulheres ficaram apenas sustentando o domicílio.

O retrocesso aumentou durante o embargo da ONU nos anos 90, quando muitas mulheres perderam o trabalho, ao mesmo tempo em que Saddam tentou fortalecer sua posição através de acordos com líderes religiosos e clânicos.

“Com o clima de um conservantismo crescente e restrições sociais para mulheres os efeito de duas guerras foram devastadores”, escreve a Anistia.

Mais e mais mulheres são agora forçadas a usar véu por causa das ameaças de grupos fundamentalistas. Várias lutadoras pelos direitos de mulheres foram ameaçadas, agredidas e assassinadas.

As mulheres no Iraque não são só ameaçadas pelo terror dos ocupantes imperialistas, mas também pelo partidos reacionários e religiosos que lutam para estabelecer seu própio poder

Comentários
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adriana  - adorei.........   |23-09-2009 06:31:37
O TEXTO TA UMA MARAVILHA,EU MESMO QUE TAVA PROCURANDO ACHEI TUDINHO........
adria bianca  - excelente!   |28-09-2009 18:17:16
O TEXTO ABRANGEU A MINHA PESQUISA SATISFATORIAMENTE!
rebecca   |27-10-2009 06:03:24
O TEXTO É ÓTIMO MAIS EU QUERIA SABER A POSIÇÃO DA MULHER.
Olivangela.   |03-05-2010 12:03:14
O texto está Otimo, consigui encontrar t o que estava procurando.
Mais eu tambem gostaria de saber
qual é a posição da MULHER..?
trd54  - whjvfy   |15-11-2010 08:24:39
Adorei o site diz tudo o que presizamos o texto é um espétaculo
karl malone  - karl   |23-05-2011 18:50:35
demais o texto é otimo para pesquisas
jamylle   |25-05-2011 13:36:33
Esse texto é otimo se eu não tirar um 10 processo minha professora.srsrsrs
Maria  - muito triste   |28-09-2011 12:52:49
nossa isso é de lamentar a mulher sem valor nenhum, conheço dois brasileiros que foram ao Iraque a
trabalho, ficara chicados q/ no ônibus os homens sentados e as mulheres de pé sujas porque
trabalham no pesado, um deles levantou e deu o lugar o soldador não permitiu que ela sentasse.
graças a Deus nós brasileiras somos previlegiadas amadas pelos homens. Brasil é tudo que as
Iraquianas gostariam.
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