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ProUni não é solução Imprimir E-mail
Diego Siqueira, estudante de letras (USP) - 24 de março de 2005

O governo tem conseguido um grande apoio para o ProUni (Projeto Universidade para Todos). Cursinhos populares e movimentos de acesso à educação o vêem como uma grande oportunidade para a inclusão de estudantes de baixa renda. Basta ver o número de estudantes afro-descendentes que entraram nas universidades a partir dele: Quase 50 mil, um acréscimo de 5%, segundo o MEC.

Foram oferecidas 112.416 bolsas integrais ou parciais em 1142 universidades, das quais 214 são “filantrópicas”. Estas bolsas foram para estudantes de baixa renda, que ainda não tivessem diploma de curso superior, e que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou na rede privada com bolsa integral. Destas, sobraram 4.939 vagas, que, de acordo com o Porta-voz do MEC, eram cursos de pouca procura, como Pedagogia.

O governo e seus defensores dizem que este é o maior esforço já feito para a inclusão dos estudantes da Universidade, e os que o criticam são chamados de “elitistas” ou “retrógrados”.

No entanto, denunciamos o engodo desse projeto. Em primeiro lugar, defendemos que o dinheiro público deve ser destinado para a universidade pública, e não para os tubarões do ensino que só visão o lucro em cima de um direito básico da juventude. Embora haja instituições filiadas a esse programa com cursos bem conceituados, essas universidades não garantem condições de estudo para os filhos e filhas de trabalhadores, como bolsa alimentação e moradia. Segundo, sabe-se que na verdade o governo Lula está salvando estes empresários de terem grandes prejuízos, já que boa parte das vagas estão ociosas e onerando essas universidades.

Uma pesquisa do Conselho de Reitores das Universidades Federais mostra que se fosse aplicado o mesmo dinheiro investido no ProUni nas Universidades Federais, poderia ser criada 400 mil vagas, com a mesma qualidade atual.

Somos pela inclusão da população carente nas universidades, mas esta tem que ser pública, financiado com dinheiro público, sem vestibular, e voltado para as necessidades e interesses da população, não para o mercado.

* Que o dinheiro utilizado no ProUni seja investido nas universidades públicas, com a criação de novos campus e abertura de cursos noturnos!

* Que as bolsas do ProUni sejam financiadas pelas universidades particulares, sem isenção de impostos!

* Pela implantação de um sistema de cotas em todas as Universidade Públicas!

* Fim do Vestibular!

Comentários
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joe nobody  - DE QUE ADIANTA CRIAR 400 MIL VAGAS?   |08-07-2009 17:49:12
SE A MAIORIA ESMAGADORA QUE CONSEGUIRÁ ESTAS VAGAS SERÃO SEMPRE OS MESMOS QUE ESTUDARAM NAS
MELHORES ESCOLAS PARTICULARES E CURSINHOS PRÉVESTIBULARES.
SEMPRE TIVE VONTADE DE CURSAR MEDICINA,
APESAR DE TER CONSEGUIDO INGRESSAR EM OUTROS NUMA FEDERAL( HISTÓRIA E CIÊNCIAS CONTÁBEIS) MAS
COMO IRIA CONCORRER COM ALUNOS QUE RECEBERAM UM ENSINO MUITO SUPERIOR AO MEU E QUE AINDA FAZEM
CURSINHOS?
VOU CITAR UM EXEMPLO: ONDE ESTUDO MEDICINA TEM ALUNOS QUE TENTARAM POR ATÉ 06 ANOS O
VESTIBULAR EM UMA PÚBLICA E NÃO CONSEGUIRAM; E OLHA QUE ALGUNS ERAM ORIÚNDOS DE ÓTIMAS ESCOLAS
PARTICULARES E FIZERAM PREPARATÓRIOS OU TIVERAM AULAS PARTICULARES. AGORA ME DIGAM COMO ALGUÉM QUE
NÃO DISPÕE DESSES RECURSOS PODE CONSEGUIR UMA VAGA PARA CURSAR OS CURSOS MAIS ELITIZADOS(
MEDICINA, ENGENHARIA, DIREITO, ETC...)?

VCS JÁ PARARAM PARA VER QUANTOS ALUMNOS DE ESCOLA
PÚBLICA CONSEGUEM INGRESSAR NUM CURSO DESSE EM UMA FEDERAL?

NÃO SOU A FAVOR DE COTAS PARA
NEGROS OU QUALQUER MINORIA E SIM A FAVOR DE COTAS PARA ORIÚNDOS DO ENSINO PÚBLICO; PQ SÓ QUEM
ESTUDA EM COLÉGIO PARTICULAR CONSEGUE OS MELHORES CURSOS.
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