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Começo do fim da Escola da Família? Imprimir E-mail
Joaquim Souza Dias - 29 de fevereiro de 2008

O programa Escola da Família foi implantado no final de 2003 pelo estado de São Paulo sob o patrocínio da UNESCO e Instutito Ayrton Senna. Este programa tinha como objetivo utilizar as escolas para atividades na área de educação, esporte, cultura e saúde, aos sábados e domingos, tendo como foco a redução de índices de analfabetismo e violência. Os estudantes que participam no projeto ganham uma bolsa para cobrir parte do seu estudo em faculdades privadas.

Patrocinadores se retiram

No final de 2005, o programa chega ao seu auge com mais de 5 mil colégios em “ação” e 35 mil universitários participando das atividades programadas. Mas em 2006 os patrocinadores começaram a retirar verba, pois o desperdício sempre foi muito grande. Instituições como PUC e Mackenzie se retiraram do programa, mas não se desligaram totalmente, pois os bolsistas não perderam a bolsa de estudo, porém essas universidades não cedem mais nenhuma vaga ao programa.

Em seguida, a UNESCO anunciou sua retirada do programa e aí sobrou uma “bomba” na mão do estado. O estado só arcava com os incentivos fiscais e monetários concedidos às instituições universitárias, o resto (custo dos colégios, o valor de R$280,00 pago às instituições por universitário independente do curso e o material utilizado) era quase que todo arcado pela UNESCO.

No inicio deste ano foi anunciado o corte de 50% dos colégios, mas nenhum universitário perderia sua bolsa, mas logo em seguida chegou o anúncio de que Unicastelo, Unicid e Faculdades Integradas Tibiriçá foram desintegradas totalmente do programa e todos os universitários perderam suas bolsas. Já existe uma lista de instituições a serem excluídas nos próximos meses do programa, justificada por inadimplência fiscal. Mas em contrapartida temos um grupo de universidades intocáveis, com forte participação do estado.

Em algumas áreas os cortes foram grandes. Em Taboão da Serra o número de colégios foram reduzidos de 67 para 20. Muitas atividades foram fechadas. A qualidade das que restam também é atingida. No colégio no qual eu participava, faltavam tarefas para os sete universitários que faziam parte do programa. Agora somos 21 em outro colégio. São poucos os colégios em que este programa funciona realmente e ninguém assume suas responsabilidades.

Verba pública

Esses projetos têm que ser garantidos por verba pública e não ficar a mercê de patrocinadores. Devem ser elaborados como parte de um projeto educacional elaborado a partir da comunidade. Eles precisam ter transparência para evitar desperdício e corrupção, e ter o controle da comunidade local e dos sindicatos.

Precisamos também lutar para que os estudantes tenham acesso à universidade pública, gratuita e de qualidade e não ficar nas mãos dos tubarões do ensino, que buscam de verba pública para garantir seus lucros.

Comentários
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Aroldo Gebal  - Se informe mais antes de escrever   |26-09-2009 19:59:42
É melhor se informar mais antes de escvrever qualquer coisa amigo. É necessário destacar que a
verba do PEF sempre foi da SEE, a Unesco atuou como cooperação técnica na contratação de
profissionais. O que o correu é que pela legislação internacional dos signatários da ONU, a
Unesco não é obrigada a pagar direitos trabalhistas, o que favoreceu o repasse de verbas da SEE
para Unesco para que a contratação fosse feita via consultoria. Com a saída da Unesco, coube ao
Estado realizar a contração de forma legal, o que inviabilizou manter 100% das escolas com a verba
que se tinha, Foi necessário um adequação (redução) para compesação dos novos custos
operacionais de contratação dos profissionais envolvidos. Quanto as Universidades, muitas delas
abandonaram o programa por 2 motivos: 1º por estarem em débitos fiscais com o Estado, 2º Para
Universidades "caras" a compensação não chega a 50% do valor da bolsa, pois o teto de
repasse é de 267,00, o que demostivou a continuidade...
Procure se informar mais amigo...é uma
lastima ver um artigo desses sem base alguma...
Max Zanirato  - Defesa lastimável   |06-05-2012 19:08:30
Lastimável foi essa sua defesa ridícula do programa tucano falido Sr. Aroldo.

O programa, como
foi dito acima, faliu.

Olhei hoje (06/05/2012) no site da FDE e só tem faculdade de segunda
linha. Refugo de ensino superior sem qualidade.

Não reclamo por mim, pois já sou formado desde
2009 e paga às duras penas minha faculdade de Direito, mas digo pelas milhares de jovens que
precisam dessa ajuda para estudar. E nada mais justo que devolver seu estudo em forma de trabalho
para o Estado.

Na minha opinião esse tipo de trabalho teria que ser obrigatório para qualquer
aluno de IES pública, por exemplo, aluno da USP, Unicamp, Federais etc, deveriam devolver o
dinheiro que investimos neles em forma de trabalho no fim de semana, como faziam o pessoal da Escola
da Família, antes de falir.

Nesse aspecto, outra vez o PT deu u banho na tucanada.

GOD SAVE
PROUNI.

Abraços fraternais.´.
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