Seção brasileira do Comitê por uma Internacional dos Trabalhadores

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Cultura
Um olhar excludente da cidade Imprimir E-mail
Luciano da Silva Barboza - 13 de julho de 2009

O objetivo deste texto é refletir sobre o crescimento da segregação dos espaços da cidade, percebido no individualismo crescente da atual sociedade neoliberal, que só visa à maximização dos lucros de uma minoria privilegiada. Nas ultimas décadas houve um enfraquecimento da idéia de cidade como local de encontro e o crescimento dos enclaves fortificados. Esse esforço de síntese da atual situação tentara colidir com a analise de uma cena urbana. 

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A viagem inesperada de Augusto Boal Imprimir E-mail
Do MST para Augusto Boal - 02 de maio de 2009

Companheiro Boal,

A ti sempre estimaremos por nos ter ensinado que só aprende quem ensina. Tua luta, tua consciência política, tua solidariedade com a classe trabalhadora é mais que exemplo para nós, companheiro, é uma obra didática, como tantas que escreveu. Aprendemos contigo que os bons combatentes se forjam na luta.

Quando ingressou no coletivo do Teatro de Arena, soube dar expressão combativa ao anseio daqueles que queriam dar a ver o Brasil popular, o povo brasileiro. Sem temor, nacionalizou obras universais, formou dramaturgos e atores, e escreveu algumas das peças mais críticas de nosso teatro, como Revolução na América do Sul (1961). Colaborou com a criação e expansão pelo Brasil dos Centros Populares de Cultura (CPC), e as ações do Movimento de Cultura Popular (MCP), em Pernambuco.

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Cisnes Selvagens, de Jung Chang Imprimir E-mail
Diego Siqueira - 18 de abril de 2009

Este é um livro extraordinário, comovente e instrutivo no mais alto grau. Embora não seja essa a intenção da autora, todos os militantes socialistas deveriam lê-lo, pois para quem quiser entender a essência do maoismo, não há nada melhor.

Li algumas resenhas feitas por apologistas do stalinismo e do maoismo. São críticas estúpidas, que se baseiam apenas no fato da autora ser hoje uma defensora das democracias ocidentais. Como se isso retirasse a força do livro, sua honestidade e veracidade! A autora tira conclusões antisocialistas de suas experiências mas partindo de uma consciência clara da natureza do stalinismo e do maoismo, podemos encontrar muitos exemplos vívidos que ilustram uma análise marxista verdadeira, que não reduza a realidade a esquemas pré-concebidos ou a estereótipos, mas a mostre em toda a sua complexidade, encarnada no drama de seus protagonistas.

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George Orwell e a revolução espanhola Imprimir E-mail
Paulo Gajanigo - 06 de abril de 2009

Livro Lutando na Espanha de Orwell traz escritos inéditos sobre a experiência na revolução espanhola

Quando Orwell pôs os pés na Espanha, logo lhe avisaram: é melhor mudar de roupa, pois pode ser que pensam se tratar de um burguês e vão lhe botar para fora. Orwell percebeu certo exagero no conselho mas entendeu qual era a situação quando entrou em Barcelona.

Os garçons não mais tratavam os clientes por senhor; nas barbearias havia cartazes dizendo que não se aceitava gorjetas; as vitrines das lojas de roupas não expunham as finas vestimentas, mas sim roupas ligadas às necessidades da guerra; era impossível encontrar alguém ostentando riqueza.

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Encenando a resistência: o teatro da Cia do Latão Imprimir E-mail
Paulo Gajanigo - 16 de março de 2009

Fazer uma peça que denuncia a burguesia e cobrar 20 reais de entrada. Apresentar gratuitamente, nas praças, peças conservadoras para o povo. São essas as alternativas que vemos quando se tenta fazer arte transformadora: ou fazer uma excelente crítica social, sofisticada, só que restrita à elite, ou achar que qualquer produto artístico apresentado de graça pode ter efeito emancipador.

A Companhia do Latão, grupo de teatro com 12 anos de vida, está muito longe dessa encruzilhada. Para eles, “o modo como se organizam as relações de trabalho entre os integrantes do grupo determina o caráter político da encenação”. Para uma peça que busca explorar alternativas ao massacre cotidiano capitalista, o trabalho alienado que transforma os atores em marionetes nas mãos do diretor não pode existir. Os atores participam do processo criativo e compartilham das concepções presentes na peça, pois ela deve ser um produto coletivo desde o começo.

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