Seção brasileira do Comitê por uma Internacional dos Trabalhadores

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O PSOL precisa de uma definição clara para 2010 Imprimir E-mail
Liberdade, Socialismo e Revolução - 24 de setembro de 2009

Candidatura própria de uma Frente de Esquerda com base nas lutas e com um programa socialista! 

O II Congresso Nacional do PSOL aconteceu sem que um debate aprofundado e uma deliberação clara tivessem sido adotados em relação ao processo eleitoral de 2010. Todo o debate foi adiado para uma futura Conferência Eleitoral deixando no ar uma enorme incerteza para milhares de militantes do partido e milhões de trabalhadores e trabalhadoras que precisam de uma alternativa de esquerda na disputa de 2010.

O espaço vazio deixado pelo PSOL, já começa a ser disputado por setores que não poderão oferecer uma alternativa conseqüente para os trabalhadores.

De um lado temos uma retórica camuflada de ‘esquerda’ por parte do governo que visa confundir a população em torno da questão do pré-sal ou do papel do Estado na economia. Como no segundo turno das eleições de 2006, o PT cinicamente vai tentar posar de ‘esquerda’ nas eleições de 2010 para provocar uma polarização com a direita tradicional encarnada no PSDB/DEM.

Porém, o rosto desfigurado por quase oito anos servindo o grande capital não pode mais ser recauchutado com maquiagem eleitoral improvisada. O PT do governo Lula trabalha para garantir os interesses dos grandes capitalistas quando concede bilhões de reais para sustentar as grandes empresas privadas em meio à crise ou pagar pontualmente a dívida pública aos banqueiros e especuladores.

Mas, o grande fato novo no cenário eleitoral de 2010 é a candidatura presidencial da ex-senadora petista Marina Silva pelo Partido Verde. A trajetória de Marina Silva, sua origem pobre na Amazônia, a militância conjunta com Chico Mendes, seu vinculo com as lutas sociais e com a questão ambiental provocam uma grande simpatia por parte de muitos daqueles que querem mudanças de verdade no país.

O fato de Marina Silva ter rompido com o PT, faz com que muitos a vejam como uma possível alternativa de esquerda a esse partido e ao governo Lula. A indefinição do PSOL sobre a candidatura presidencial serve para estimular todo tipo de confusão em relação a isso.

A opção consciente de Marina Silva pela filiação ao PV, porém, é um fator que não pode ser menosprezado. O PV é uma legenda a serviço dos politiqueiros de todos os tipos. Está na base de sustentação do governo Lula, de um lado, mas também apóia e participa dos governos de Serra (PSDB) no estado e Kassab (DEM) no município de São Paulo, além de todo tipo de governo direitista pelo país afora. Trata-se do partido de Zequinha Sarney, um político do mesmo calibre de seu pai, José Sarney. Onde há troca-troca de cargos públicos, fisiologismo e corrupção, características típicas do regime político burguês no Brasil, lá está o PV chafurdando na mesma lama.

Mesmo na questão ambiental, o projeto político de Marina limita-se a um capitalismo mais regulado e com uma preocupação ambiental relativamente maior. Marina não questiona as bases do sistema capitalista e não reconhece a impossibilidade de uma política ambiental efetiva enquanto a lógica do lucro, inerente ao sistema, se mantiver. Por isso, Marina aceitou durante muito tempo ser parte do governo Lula e admitiu retrocessos importantes na questão ambiental, como a liberação dos transgênicos, a aprovação da transposição do Rio São Francisco, o aumento do desmatamento e ‘privatização’ de áreas da Amazônia, além da divisão do IBAMA, a não valorização de seus trabalhadores, etc.

A candidatura Marina Silva não representa uma verdadeira alternativa nem ao PT nem ao PSDB. Uma alternativa de esquerda no processo eleitoral ainda precisa ser construída e o PSOL tem responsabilidade central nessa tarefa. A omissão do partido nessa conjuntura pode ser fatal. O que está em jogo é o futuro do árduo, mas rico, processo de reconstrução de uma esquerda socialista de massas no Brasil iniciado entre 2003 e 2004, com as primeiras experiências negativas com o governo de Lula.

No interior do PSOL existem setores que, de forma explícita ou não, discutem a possibilidade de uma aliança do partido com Marina Silva e o PV. São os mesmos setores que em 2008 aceitaram fazer coligações com o próprio PV, como no caso de Porto Alegre (RS), ou com partidos do mesmo tipo, como no caso de Macapá (AP). Nenhuma corrente do PSOL admite publicamente essa possibilidade, mas o debate sobre ela está em curso.

Outro risco é que a decisão acabe sendo adiada, e que, mesmo apresentando uma candidatura própria, como parte de uma Frente de esquerda, o PSOL já tenha perdido tempo e espaço para viabilizá-la. Dessa forma, transformariam, conscientemente ou não, a candidatura do PSOL numa candidatura esvaziada. Isso confundiria o partido e sua base social, abriria caminho inclusive para que setores do PSOL estabelecessem relações informais com a candidatura de Marina Silva.

A corrente LSR e nossos aliados do Bloco de Resistência Socialista defenderam que o PSOL construa junto com o PSTU e o PCB, chamando os setores mais combativos do movimento sindical, popular e estudantil, uma Frente de Esquerda. Essa Frente tem que estar baseada na independência de classe e num programa socialista, para oferecer aos trabalhadores uma alternativa à crise capitalista e às políticas de Lula e da direita tradicional.

Essa Frente deve ter candidatura própria à presidência e o melhor nome para assumir essa tarefa é o de Heloísa Helena. Foi isso que defendemos no II Congresso do partido e continuamos defendendo. Porém, diante da quase certa não disponibilização do nome de Heloísa, o PSOL deve começar a construir uma alternativa para que essa definição possa ser tomada já na Conferência Eleitoral e em hipótese alguma depois disso.

Duas pré-candidaturas do partido já foram formalmente apresentadas: Plínio de Arruda Sampaio, que foi candidato a governador de São Paulo pelo PSOL e a Frente de Esquerda em 2006; e Milton Temer, candidato a governador do Rio de Janeiro também em 2006. Outras podem surgir até a Conferência e o cenário geral pode mudar. Mas, no quadro atual, entendemos que o nome de Plínio de Arruda Sampaio reflete mais a possibilidade de uma campanha que seja coerente com o perfil e a linha política que defendemos para o PSOL e que, ao mesmo tempo, mantenha a preocupação com a pluralidade interna e a construção da unidade do partido e da Frente de Esquerda.

Independentemente dos nomes em discussão, defenderemos sempre que a candidatura própria do PSOL, como parte de uma Frente de Esquerda, deve estar a serviço de um programa e uma estratégia socialistas.

Comentários
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jose maria gagno intra (Polici  - socialismo já ! chorro de um guerrilheiro.   |28-09-2009 19:23:41
Podemos notar que o governo lula, está no poder a sete anos e a bandeira de um país mais perto do
socialismo, que o PT pregava em sua ideologia foi de Agua abaixo; deixando de lado a reforma
agrária, o combate a corrupção e a miseria no BRASIL,e se colocando do lado dos verdadeiros
imimigos do povo(SARNEY,COLLOR ) e outros mais . podemos então acreditar que o PSOL e o unico
caminho que temos a seguir para chegarmos em um Brasil mais digno e melhor para todos. VIVA O
SOCIALISMO!
Wilson Leite  - O PSOL precisa de uma definição clara para 2010   |03-11-2009 10:33:37
Concordo plenamente com os posicionamentos do texto. A base do PSOL não pode ser obrigada - por
opiniões pessoais e da direção - a engolir uma aliança com o PV depois da venda por parte de
Marina Silva de uma espécie de indulgência ao PV.
Nos do Maranhão queremos defender um nome do
PSOL, qualquer que seja a conjuntura desfavorável. Considero a cogitação dessa aliança como o
segundo erro da direção do partido que nos torna um partido menos incoerente do que o PT é hoje
– a primeira foi aceitar financiamento da GUERDAL. Não criamos um novo partido pra repetir as
mesmas práticas vistas no PT, e não estou disposto a ficar no PSOL sendo concretizado essa
aliança principalmente porque o PV aqui no Maranhão é um partido aliado ao Sarney.
Gilberto Dias  - A lamentável postura de Heloisa   |08-11-2009 11:35:40
É lamentável a postura da Heloisa Helena.
Para mim faltou espíritode solidaridade.
Ela pensou
mais nela do que no coletivo.
Por mais importante que seja a questão local, ela não supera a
necessidade nacional.
Minha insistencia não deve ser confundido como desejo de personificar, mais
entendo que cada um tem uma contribuição especifica a dar em cada momento da historia. E este era
o memento de heloisa.
Agora, que era preciso um nome forte para ma melhor consolidação de um
projeto alternativo.
flávio gutierres  - guerrilheiros intactos, milicia de DEUS   |09-11-2009 10:48:42
Está mais que na hora de fazermos um levante, contra o tal capitalismo que a todos os dias, mata
milhares de jovens, velhos... de fome e dor neste pais, enquanto que o traidor do lula, quer falar
que cristo ao chegar na terra tendo judas mais voto teria que fazer aliança, como se DEUS, não
fosse superior a todas as coisas, é anunciado a chegada da besta pelas escrituras sagradas pois bem
o lula já anuncia milagres! aqui do sul da américa latina, saiu um espirito do bem, que seus
restos mortais se rebolcam na sepultura, diante tamanha injustiça, chama-se o imortal justiceiro
CHE_GUEVARA, o qual deixou-nos um legado de coragem e caridade com o próximo, precisamos nos
unirmos e dizer-lhes o que queremos trabajo, salude, educacion e la justicia,nuestros hijos
pariram-nos a esta lutia, tratamos de ser fuerte irmãos, com o pensamento firme em DEUS o criador e
seremos iluminados, pois um pais sem justiça não é nada, não y democracia no y nada estamos no
sul, com nuestros hermanos uruguaios e argentinos é uma força viva. um abraço. flavio gutierres
(rodriguesgutierres@bol.com.br) BAGÈ /RS(comando antimperialista CHE_GUEVÁRA)
robson  - não a marina silva   |19-11-2009 09:09:57
ola camaradas
Quero dar oas parabens pela posição tomada pela corrente , alias junto com a cst ,
pois a marina não mudara o atual modelo politico, não auditou nada durante na sua gestão como
senadora e ministra, tambem não vamos trair os nossos camaradas de lutas PSTU E PCB.
PORÉM NÃO A
MARINA SILVA
saudações socialistas libertarias
Aroldo Magno de Oliveira  - Construindo o PSOL   |24-11-2009 20:43:59
Não vejo nada de positivo em uma eventual aliança com o PV. Se o PSOL está mesmo preocupado com
os rumos de nosso país, deverá lançar uma candidatura própria em uma coligação com o PSTU e O
PCB. Outra: o PSOL ainda precisa de um programa de governo claro e objetivo com enfoque nos setores
estratégicos que garantam ações para uma mudança do modelo econômico: forças armadas,
economia, educação, saúde, reforma agrária - reforma urbana (sustentáveis), reforma no
judiciário e a criação de comunas.
carlos stenio c monteiro  - querem destruir o ultimo partido ético do brasil   |18-01-2010 11:57:05
e agora josé será que temos de aceitar esta humilhaçaõ, principalmente aqui no tocantins que o
pv faz parte da corrente dos poderosos.......... mas respeito aos militantes do psol que acreditam
na mudança deste pais.........
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